terça-feira, maio 26, 2009
para meu mestre com carinho
Era uma vez uma história.
Existe no Rio uma menina chamada Nana.
Ela ama música e criou uma lista de internet chamada m-musica.
Assim sendo, quando eu ainda era pequenina, gravando meu primeiro trabalho musical em cd, com véus e mais véus a cobrir meu entendimento, meus olhos e ouvidos eu entrei na m-musica. Conduzida pela Nana, segurando a minha mão.
Isso porque a história é longa, tem muito detalhe antes e depois, mas heis que um dia Zé Rodrix entrou nessa história, ou melhor, nessa lista, ou melhor nessa vida. Na minha.
A Nana e a m-musica tinham um detalhe pouco ortodoxo. As pessoas da lista não se escondiam. Elas cultuavam o encontro real, pra além do virtual, para muito além do “olá, como vai? Eu vou indo e você, tudo bem?
Depois do convívio com a m-musica numa altura dessas já internacional, eu fui à São Paulo á convite do Raul Correia pro primeiro encontro da m-musica em São Paulo.
Lá eu conheci a Etel e o Rafael Altério, e o Ricardo Moreira, a Consuelo de Paula, O Elder, a Cris, todos que eu estava conhecendo, pela primeira vez.
Cheguei assim pra esposa do Raul, a Vera e perguntei: aquela moça de cabelos brancos é sua irmã? Não, é a Júlia, esposa do Zé Rodrix. Logo depois a Júlia veio bater papo pra virar irmã de vida inteira. Ali também estavam a Bárbara e o Tunico, o Roger e a Bia que eu já conhecia do Rio.
De madrugada, bem 3 horas da manha, chega Zé Rodrix, vindo de um show do Trio no interior. Faz aquela entrada triunfal que só ele sabia fazer e senta ao piano pra tocar “Onde os anjos não ousam pisar”.
Neste momento eu me escondi no ombro do Luís Hermano, lá na varanda. Chorando e me falando: Que momento, Deus meu!!!
Eu já trocava e-mails na m-musica, timidamente, mas depois da entrada do Zé, algo me aconteceu.
Durante as brigas, os ressentimentos, o “egos chorados e chorantes” daquela época na lista, eu escrevia em PTV pro Alan e pra Nana. Gente, como é que a gente faz? O Zé não pode deixar a lista, ele mudou a minha vida. Eu sou uma antes de Zé Rodrix entrar na m-musica e outra agora, depois da entrada dele.
Nesse final de semana, o Zé me buscou num almoço, me levou na casa dele, fiquei lá acho que umas 2 horas. Bastou pra ter encontrado uma família que me adotou e a qual eu não largo nunca mais na vida.
Em setembro do mesmo ano a Júlia veio aqui e passou uns dias comigo. Em outubro ou novembro daquele ano teve o segundo encontro da m-musica em Sampa, na casa do Lufe. Dali, onde pela primeira vez ouvi “Fronteiras do Amor”, na voz da Tânia, com o privilégio de acompanha-la no teclado, eu sai diretamente pra minha primeira estada na casa dos Rodrix. Eles nunca mais me deixaram pernoitar na casa de seu ninguém em Sampa. E adotaram meus amigos, onde antes eu ficava, como seus amigos mais leais. Segundo o Zé, pra eles não ficarem se sentindo preteridos, he,he,he, Foi nesta segunda seguinte que eu fui conhecer o Caiubi, junto de Zé Rodrix, que a convite do Sonekka estaria recebendo uma homenagem. Eu voltei pra Fortaleza e o Zé nunca mais largou o Caiubi.
Foram muitos anos de convivência. A leitura da trilogia, os e-mails, a saída dele da m-musica. A Virada interna de ser criança pra ser gente grande responsável por meus próprios pensamentos e atos.
Véus e véus sendo retirados à medida que guiada pelas mãos de Deus através das mãos daquele mestre eu ia chegando à vida. Oh vida boa!!!!!
Comecei a compor ali na sala da casa dele. De repente eu já estava com um cd pronto pra ser gravado e somente com canções minhas. Em julho no ano passado o Zé me arrumou um trabalho em Sampa e disse assim: Vc volta em agosto com a Clarissa e tudo o mais vai acontecer.
Eu decidi diferente. (Se arrependimento matasse...!!!)
Entre tantos detalhes e como este é apenas um e-mail, porque eu preciso dizer pra quem me ama que eu estou bem, nós chegamos aqui: à madrugada em que a Bárbara me liga pra dizer que o pai dela foi pro céu.
Eu garanto a vcs que eu não queria ir. Eu fiquei apertada de enterrar mais um pai, quando eu sabia que tudo quanto eu não queria na vida era ver meus tão amados amigos, passando por tão profunda dor. Pra quem não sabe: 22 de maio, dia em que o Zé partiu é o dia em que meu pai também partiu a exatos 25 anos atrás. Eu tinha 18 anos, mesma idade que tem hoje a Bárbara...
Eu fui, gente!
O Raul me levou.
E levei o derradeiro carão dele. Quer dizer, o derradeiro até agora, porque eu sei que assim como meu pai, o Zé vai aparecer em sonho, em momentos pra ralhar comigo de novo e sempre e se Deus quiser eu sempre vou precisar. Porque todo dia a gente acorda mesmo é pra crescer.
O corpo do Zé chegou lá no local do velório e a Bárbara não quis vê-lo. Eu disse a ela que precisava daquele momento e fui até lá. Quando eu cheguei próximo e ia começar a falar com ele, rezar sei lá, daí eu o vi. Não com estes olhos, mas eu o vi e ouvi e ele disse assim:
“Maria Aparecida, o que vc está fazendo aqui? Isso não é lugar pra vc! Essa é minha casca. Minha casca está aqui para todos aqueles que tiveram contato com ela. Você teve contato COMIGO. Saia daqui agora mesmo e vá para onde eu estou. Perto dos nossos amigos!”
Eu nem contei pipoca, sai de perto da “casca” e voltei pra junto da Bárbara pra contar a ela o que tinha acabado de acontecer. Ela disse assim: Ta vendo? Precisava levar mais esse carão? Não te falei pra não ir?
E assim é o Meu Mestre. He,he,he,he,he,
Voltei pra junto dos amigos, todos eles embriagados pelo momento.
Mas eu percebi uma coisa na energia de todos nós. Estávamos numa só sintonia.
E me veio à cabeça o seguinte. Aquela era nossa festa de formatura. Estávamos todos recebendo o diploma de final de curso. E todos fomos aprovados com louvor. Peito aberto, lindos e entregues à própria sorte. E era tudo muito capaz, possível e feliz. Estávamos por conta própria, formados e conscientes do caminho a seguir. Cada um com seu cada qual.
Pensei mesmo estar doida. Mas é isso.
O Zé sempre disse: Quando o discipulo está pronto o Mestre aparece. Sonekka acrescentou bem ao estilo do Zé. Quando o discípulo está pronto o Mestre DESaparece.
Meu Mestre querido, Deus me tirou dois pais no mesmo dia. Mas... a Mariana sua filha me explicou que o número 22 é o mais importante da cabala, significa final de ciclo. A ultima letra do alfabeto hebraico. Encerrado o período. Até na hora de partir vc foi coerente.
A ultima máxima que você me passou pessoalmente nas ultimas férias que passei na sua casa foi essa: a busca do ser humano deve ser por coerência total entre: pensar, falar e agir.
Você chegou lá, muito rapidamente porque sagitariano tem pressa. Eu agradeço profundamente a Deus, porque você se doou para que todos nós tivéssemos uma vida melhor e agora você tem essa vida bem melhor. Sem a casca. O ultimo dos véus retirado. Consciência plena da criação. Deus quando criou você não estava entediado. E ele aprendeu muito durante a sua vida e sorriu muito com suas peripécias e apenas o colheu.
Nós, seus frutos, infinitamente inferiores, e aqui vc me daria mais um carão, seguimos plantando. Juntos, impregnados da sua garra e coragem.
É com uma imensa dor no coração, ou seria profunda alegria, que eu digo a vcs, ou digo a mim? Que essa história não acabou. Muitos séculos adiante ainda se escuta a canção e ainda se cultivam casas no campo com amigos e filhos de cuca legal, com livros e discos. É uma história sem fim. Uma eterna história.
Existe no Rio uma menina chamada Nana.
Ela ama música e criou uma lista de internet chamada m-musica.
Assim sendo, quando eu ainda era pequenina, gravando meu primeiro trabalho musical em cd, com véus e mais véus a cobrir meu entendimento, meus olhos e ouvidos eu entrei na m-musica. Conduzida pela Nana, segurando a minha mão.
Isso porque a história é longa, tem muito detalhe antes e depois, mas heis que um dia Zé Rodrix entrou nessa história, ou melhor, nessa lista, ou melhor nessa vida. Na minha.
A Nana e a m-musica tinham um detalhe pouco ortodoxo. As pessoas da lista não se escondiam. Elas cultuavam o encontro real, pra além do virtual, para muito além do “olá, como vai? Eu vou indo e você, tudo bem?
Depois do convívio com a m-musica numa altura dessas já internacional, eu fui à São Paulo á convite do Raul Correia pro primeiro encontro da m-musica em São Paulo.
Lá eu conheci a Etel e o Rafael Altério, e o Ricardo Moreira, a Consuelo de Paula, O Elder, a Cris, todos que eu estava conhecendo, pela primeira vez.
Cheguei assim pra esposa do Raul, a Vera e perguntei: aquela moça de cabelos brancos é sua irmã? Não, é a Júlia, esposa do Zé Rodrix. Logo depois a Júlia veio bater papo pra virar irmã de vida inteira. Ali também estavam a Bárbara e o Tunico, o Roger e a Bia que eu já conhecia do Rio.
De madrugada, bem 3 horas da manha, chega Zé Rodrix, vindo de um show do Trio no interior. Faz aquela entrada triunfal que só ele sabia fazer e senta ao piano pra tocar “Onde os anjos não ousam pisar”.
Neste momento eu me escondi no ombro do Luís Hermano, lá na varanda. Chorando e me falando: Que momento, Deus meu!!!
Eu já trocava e-mails na m-musica, timidamente, mas depois da entrada do Zé, algo me aconteceu.
Durante as brigas, os ressentimentos, o “egos chorados e chorantes” daquela época na lista, eu escrevia em PTV pro Alan e pra Nana. Gente, como é que a gente faz? O Zé não pode deixar a lista, ele mudou a minha vida. Eu sou uma antes de Zé Rodrix entrar na m-musica e outra agora, depois da entrada dele.
Nesse final de semana, o Zé me buscou num almoço, me levou na casa dele, fiquei lá acho que umas 2 horas. Bastou pra ter encontrado uma família que me adotou e a qual eu não largo nunca mais na vida.
Em setembro do mesmo ano a Júlia veio aqui e passou uns dias comigo. Em outubro ou novembro daquele ano teve o segundo encontro da m-musica em Sampa, na casa do Lufe. Dali, onde pela primeira vez ouvi “Fronteiras do Amor”, na voz da Tânia, com o privilégio de acompanha-la no teclado, eu sai diretamente pra minha primeira estada na casa dos Rodrix. Eles nunca mais me deixaram pernoitar na casa de seu ninguém em Sampa. E adotaram meus amigos, onde antes eu ficava, como seus amigos mais leais. Segundo o Zé, pra eles não ficarem se sentindo preteridos, he,he,he, Foi nesta segunda seguinte que eu fui conhecer o Caiubi, junto de Zé Rodrix, que a convite do Sonekka estaria recebendo uma homenagem. Eu voltei pra Fortaleza e o Zé nunca mais largou o Caiubi.
Foram muitos anos de convivência. A leitura da trilogia, os e-mails, a saída dele da m-musica. A Virada interna de ser criança pra ser gente grande responsável por meus próprios pensamentos e atos.
Véus e véus sendo retirados à medida que guiada pelas mãos de Deus através das mãos daquele mestre eu ia chegando à vida. Oh vida boa!!!!!
Comecei a compor ali na sala da casa dele. De repente eu já estava com um cd pronto pra ser gravado e somente com canções minhas. Em julho no ano passado o Zé me arrumou um trabalho em Sampa e disse assim: Vc volta em agosto com a Clarissa e tudo o mais vai acontecer.
Eu decidi diferente. (Se arrependimento matasse...!!!)
Entre tantos detalhes e como este é apenas um e-mail, porque eu preciso dizer pra quem me ama que eu estou bem, nós chegamos aqui: à madrugada em que a Bárbara me liga pra dizer que o pai dela foi pro céu.
Eu garanto a vcs que eu não queria ir. Eu fiquei apertada de enterrar mais um pai, quando eu sabia que tudo quanto eu não queria na vida era ver meus tão amados amigos, passando por tão profunda dor. Pra quem não sabe: 22 de maio, dia em que o Zé partiu é o dia em que meu pai também partiu a exatos 25 anos atrás. Eu tinha 18 anos, mesma idade que tem hoje a Bárbara...
Eu fui, gente!
O Raul me levou.
E levei o derradeiro carão dele. Quer dizer, o derradeiro até agora, porque eu sei que assim como meu pai, o Zé vai aparecer em sonho, em momentos pra ralhar comigo de novo e sempre e se Deus quiser eu sempre vou precisar. Porque todo dia a gente acorda mesmo é pra crescer.
O corpo do Zé chegou lá no local do velório e a Bárbara não quis vê-lo. Eu disse a ela que precisava daquele momento e fui até lá. Quando eu cheguei próximo e ia começar a falar com ele, rezar sei lá, daí eu o vi. Não com estes olhos, mas eu o vi e ouvi e ele disse assim:
“Maria Aparecida, o que vc está fazendo aqui? Isso não é lugar pra vc! Essa é minha casca. Minha casca está aqui para todos aqueles que tiveram contato com ela. Você teve contato COMIGO. Saia daqui agora mesmo e vá para onde eu estou. Perto dos nossos amigos!”
Eu nem contei pipoca, sai de perto da “casca” e voltei pra junto da Bárbara pra contar a ela o que tinha acabado de acontecer. Ela disse assim: Ta vendo? Precisava levar mais esse carão? Não te falei pra não ir?
E assim é o Meu Mestre. He,he,he,he,he,
Voltei pra junto dos amigos, todos eles embriagados pelo momento.
Mas eu percebi uma coisa na energia de todos nós. Estávamos numa só sintonia.
E me veio à cabeça o seguinte. Aquela era nossa festa de formatura. Estávamos todos recebendo o diploma de final de curso. E todos fomos aprovados com louvor. Peito aberto, lindos e entregues à própria sorte. E era tudo muito capaz, possível e feliz. Estávamos por conta própria, formados e conscientes do caminho a seguir. Cada um com seu cada qual.
Pensei mesmo estar doida. Mas é isso.
O Zé sempre disse: Quando o discipulo está pronto o Mestre aparece. Sonekka acrescentou bem ao estilo do Zé. Quando o discípulo está pronto o Mestre DESaparece.
Meu Mestre querido, Deus me tirou dois pais no mesmo dia. Mas... a Mariana sua filha me explicou que o número 22 é o mais importante da cabala, significa final de ciclo. A ultima letra do alfabeto hebraico. Encerrado o período. Até na hora de partir vc foi coerente.
A ultima máxima que você me passou pessoalmente nas ultimas férias que passei na sua casa foi essa: a busca do ser humano deve ser por coerência total entre: pensar, falar e agir.
Você chegou lá, muito rapidamente porque sagitariano tem pressa. Eu agradeço profundamente a Deus, porque você se doou para que todos nós tivéssemos uma vida melhor e agora você tem essa vida bem melhor. Sem a casca. O ultimo dos véus retirado. Consciência plena da criação. Deus quando criou você não estava entediado. E ele aprendeu muito durante a sua vida e sorriu muito com suas peripécias e apenas o colheu.
Nós, seus frutos, infinitamente inferiores, e aqui vc me daria mais um carão, seguimos plantando. Juntos, impregnados da sua garra e coragem.
É com uma imensa dor no coração, ou seria profunda alegria, que eu digo a vcs, ou digo a mim? Que essa história não acabou. Muitos séculos adiante ainda se escuta a canção e ainda se cultivam casas no campo com amigos e filhos de cuca legal, com livros e discos. É uma história sem fim. Uma eterna história.
terça-feira, maio 19, 2009
lembraças de novo
1982
Vinil da Simone. (que eu esqueci o nome...)
Ouvi uma vez e bastou.
Decorei, ensinei, cantei em shows pequenos, rodas de violão.
Eu amo essa canção!
Tão simples, tão direta. Tão realista.
Hoje eu ouvi o Paulinho no Canal Brasil falando de uma urgência que o persegue. Arrumar seu interior, já que nunca consegue arrumar o externo. Ele faz trabalhos na madeira, tenta ser lutier, pega o violão e fala assim: Eu toco e tento arrumar... Tento minimizar, tento chegar.
e toca a minha canção
Retiro
Meu tempo às vezes se perde
Em coisas que não desejo
Mas não repare esse lado
Pois meu amor é o mesmo
Nos momentos de carinho
Eu me desligo de tudo
Nos braços de quem se ama
É fácil esquecer o mudo
Às vezes eu me retiro
E nada me faz sentido
Só há um canto na vida
Aonde eu me refugio
Afasta as sombras que eu vejo
Nos teus olhos tão aflitos
Você conhece minh'alma
E quando quer me visita
Vinil da Simone. (que eu esqueci o nome...)
Ouvi uma vez e bastou.
Decorei, ensinei, cantei em shows pequenos, rodas de violão.
Eu amo essa canção!
Tão simples, tão direta. Tão realista.
Hoje eu ouvi o Paulinho no Canal Brasil falando de uma urgência que o persegue. Arrumar seu interior, já que nunca consegue arrumar o externo. Ele faz trabalhos na madeira, tenta ser lutier, pega o violão e fala assim: Eu toco e tento arrumar... Tento minimizar, tento chegar.
e toca a minha canção
Retiro
Meu tempo às vezes se perdeEm coisas que não desejo
Mas não repare esse lado
Pois meu amor é o mesmo
Nos momentos de carinho
Eu me desligo de tudo
Nos braços de quem se ama
É fácil esquecer o mudo
Às vezes eu me retiro
E nada me faz sentido
Só há um canto na vida
Aonde eu me refugio
Afasta as sombras que eu vejo
Nos teus olhos tão aflitos
Você conhece minh'alma
E quando quer me visita
segunda-feira, maio 18, 2009
vidaquedesceladeirasemnuncapararprachegar
vento no rosto
pra que enxergar
demorou vidas pra subir e agora
acontece rapidamente
sorrindo consigo sentir
o gosto adquirido de realizar
nada deverá ir tão devagar ou tão rapidamente
tudo acontece de forma segura e controlada
nem dentro do meu peito
não engoli a vida pra ser digerida aos poucos
nem fui engolida pra ser degustada
eu sou pura miragem
criada a partir dos próprios sonhos de quem ousar me ter
se um dia eu fôr embora
é apenas dos meus sonhos de menina
quando um sonho fica real
parece que foi embora uma parte do solb
mas que nada
era um fa#
o tempo inteiro
você foi quem não viu
pra que enxergar
demorou vidas pra subir e agora
acontece rapidamente
sorrindo consigo sentir
o gosto adquirido de realizar
nada deverá ir tão devagar ou tão rapidamente
tudo acontece de forma segura e controlada
nem dentro do meu peito
não engoli a vida pra ser digerida aos poucos
nem fui engolida pra ser degustada
eu sou pura miragem
criada a partir dos próprios sonhos de quem ousar me ter
se um dia eu fôr embora
é apenas dos meus sonhos de menina
quando um sonho fica real
parece que foi embora uma parte do solb
mas que nada
era um fa#
o tempo inteiro
você foi quem não viu
quarta-feira, abril 29, 2009
lembranças de novo
Jabuti Fonteles, músico, compositor de Parnaíba, morou no Ceará na década de 80 e 90.
Hoje mora na Alemanha.
Eu fiz vários shows com ele em começo de carreira e fui platéia de outros tantos shows que ele fez na cidade.
Final de noite, a galera reunida em algum barzinho:
Vai Jabuti, canta aquela!!!
Era essa...
Ouvi hoje no final de tarde da Fm Universitária!
Coisa boa além da conta, relembrar o quanto uma música vale..
Hoje mora na Alemanha.
Eu fiz vários shows com ele em começo de carreira e fui platéia de outros tantos shows que ele fez na cidade.
Final de noite, a galera reunida em algum barzinho:
Vai Jabuti, canta aquela!!!
Era essa...
Ouvi hoje no final de tarde da Fm Universitária!
Coisa boa além da conta, relembrar o quanto uma música vale..
Suspeito
Arrigo Barnabé e Hermelino Nader
Você tem medo de fazer amor comigo
Você tem medo de acordar com um bandido
E ver no espelho escrito com batom:
- Tchau trouxa, foi bom!
Você não sabe de onde eu tiro o meu dinheiro
Você não sabe o que eu faço o dia inteiro
E esse mistério destrói a nossa paz
Ah, não posso mais
Não me pergunte nada, me deixe apenas vendo
Seu corpo lindo vindo para mim
E não se esconda tanto pois o seu corpo chama
Um outro corpo solto sobre o seu que eu bem sei
É o meu
Você suspeita que eu não seja um bom sujeito
E não entrega seu amor a um suspeito
Mas mesmo tentando jamais conseguirá
Não me desejar
sábado, março 14, 2009
lembranças...
De vez em quando eu coloco aqui músicas que me chegam aos ouvidos como ecos do passado.
E lá tou eu de volta em 1982.
O vinil da Simone me chega como tábua, rasa mas salvadora e eu me apaixonei por todas as canções sem distinção.
Hoje, essa canção do cearense Sérgio Sá passou o dia inteiro me tocando por dentro. E foi bom demais saber que eu sabia a letra total e completamente.
Tá aqui, é essa:
Olho do Furacão
(Sergio Sá)
Esta cantiga
É pra se cantar
Quando a gente se esquecer
De que está vivo
Quando não houver
Mais nem por que chorar
E o mundo se arrastar
Melancólico e passivo
Esta cantiga
É pra se cantar
Quando a única saída
For o abismo
Quando a gente não puder
Mais enxergar
Além das barreiras
Dos nossos próprios conflitos
Esta cantiga existe
Pra cantar a vida
Par de asas pro infinito
Labareda que se espalha
Chama forte o fogo bravo
Que provoca nossas forças pra lutar
Degelando corações
Reunindo bandeiras, paixões
Pra cima, pro meio
Pro olho do furação
Super, não é?
Injeção de harmonia, vontade de seguir colocando a alma na ponta dos dedos dos pés, que é pra sentir o caminho como quem cheira o amado.
Essa sou eu.
E lá tou eu de volta em 1982.
O vinil da Simone me chega como tábua, rasa mas salvadora e eu me apaixonei por todas as canções sem distinção.
Hoje, essa canção do cearense Sérgio Sá passou o dia inteiro me tocando por dentro. E foi bom demais saber que eu sabia a letra total e completamente.
Tá aqui, é essa:
Olho do Furacão
(Sergio Sá)
Esta cantiga
É pra se cantar
Quando a gente se esquecer
De que está vivo
Quando não houver
Mais nem por que chorar
E o mundo se arrastar
Melancólico e passivo
Esta cantiga
É pra se cantar
Quando a única saída
For o abismo
Quando a gente não puder
Mais enxergar
Além das barreiras
Dos nossos próprios conflitos
Esta cantiga existe
Pra cantar a vida
Par de asas pro infinito
Labareda que se espalha
Chama forte o fogo bravo
Que provoca nossas forças pra lutar
Degelando corações
Reunindo bandeiras, paixões
Pra cima, pro meio
Pro olho do furação
Super, não é?
Injeção de harmonia, vontade de seguir colocando a alma na ponta dos dedos dos pés, que é pra sentir o caminho como quem cheira o amado.
Essa sou eu.
sexta-feira, março 13, 2009
acabou aquele tempo em que eu escrevia aqui e recebia uma resposta lá.
acabou o tempo em que vidas separadas caminhavam juntas à espreita.
acabou o tempo em que sinto sua alma pulsando em medos e acertos. aquele tempo em que você olhava e compreendia. e aceitava. e esperava sem fim.
acabou a vida nessa via.
agora nada tem endereço certo. eu só sou eu porque preciso. e a cada momento é mais necessário.
minhas leituras são ordinárias. nada mais de alusões ao que nos rodeia. o porque de tudo.
estamos todos bem. somos todos agora mesmo.
e eu confio no futuro que é presente.
eu confio no sorriso daquela canção que canto agora e sempre.
destino é quase nada quando eu sei estar viva agora mesmo.
e saudade não existe. todos existimos ao mesmo tempo. sem geografia.
os relevos do meu corpo são lampejos entre o ontem e o agora.
eu não te vejo mais.
quando próximos isso acontece. é natural.
eu não te leio mais.
estamos no palco. somos.
não sei absolutamente do que falo. natural.
sorrio.
confio.
acabou o tempo em que vidas separadas caminhavam juntas à espreita.
acabou o tempo em que sinto sua alma pulsando em medos e acertos. aquele tempo em que você olhava e compreendia. e aceitava. e esperava sem fim.
acabou a vida nessa via.
agora nada tem endereço certo. eu só sou eu porque preciso. e a cada momento é mais necessário.
minhas leituras são ordinárias. nada mais de alusões ao que nos rodeia. o porque de tudo.
estamos todos bem. somos todos agora mesmo.
e eu confio no futuro que é presente.
eu confio no sorriso daquela canção que canto agora e sempre.
destino é quase nada quando eu sei estar viva agora mesmo.
e saudade não existe. todos existimos ao mesmo tempo. sem geografia.
os relevos do meu corpo são lampejos entre o ontem e o agora.
eu não te vejo mais.
quando próximos isso acontece. é natural.
eu não te leio mais.
estamos no palco. somos.
não sei absolutamente do que falo. natural.
sorrio.
confio.
sábado, fevereiro 21, 2009
carnaval do recife
maracatu, afoxé, frevo...
gente, gente, gente...
energia pura que dá conta do ano inteirinho.
tou aqui de novo! a força do coração pedindo música e emoção e amizade e carinho e compreenção e silêncio preenchido com música, com dança, com bebidinhas tímidas.
Ninguém é de ninguém e meu coração se fortalece!
As ruas do Recife Antigo me tomam como quem diz: passado? é presente.
As fotografias antigas ganham novas cores, os passos se reconhecem num emaranhado de sensações. eu escuto tanto! quase os pensamentos. os meus estão nos olhos, no caminhar, na leveza de cada segundo.
Meu corpo todo se pinta com as cores que nunca vi. de dentro pra fora, de fora pra dentro.
Eu bem queria demonstrar mais a alegria que me toma nestes dias nesta terra.
E dançar com o sabedoria do corpo da Mariana. Mas ao ve-la dançar é como se eu dançasse.
E eu canto, canto mesmo, pra que eu mesma ouça.
Recomeço é todos os dias. E lembro de alguém falando: A palavra só tem força enquanto é escrita, depois ela fica por ali...
A palavra é uma lei sem ninguém pra fazer valer.
Mas como toda lei ela tem mais é de ser descumprida, abalada, reciclada e acompanhar o passar do tempo no frevo do Capiba.
As coisa passam, umas permanecem, não tenho nenhuma vontade de permanência, ou de volta, ou de qualquer juízo de valor.
Eu quero mais é cantar por cem anos:
"Voltei, Recife!
Foi a saudade que me trouxe pelo braço
Quero ver novamente "Vassoura" na rua abafando
Tomar umas e outras e cair no passo
Cadê "Toureiros"? Cadê "Bola de Ouro"?
As "pás", os "lenhadores" O "Bloco Batutas de São José"?
Quero sentir a embriaguez do frevo
Que entra na cabeça depois toma o corpo e acaba no pé"
e depois mais cem anos e assim vou vivendo.
Porque a vida é agora. Por dentro de qualquer confusão que possa lhe tomar.
gente, gente, gente...
energia pura que dá conta do ano inteirinho.
tou aqui de novo! a força do coração pedindo música e emoção e amizade e carinho e compreenção e silêncio preenchido com música, com dança, com bebidinhas tímidas.
Ninguém é de ninguém e meu coração se fortalece!
As ruas do Recife Antigo me tomam como quem diz: passado? é presente.
As fotografias antigas ganham novas cores, os passos se reconhecem num emaranhado de sensações. eu escuto tanto! quase os pensamentos. os meus estão nos olhos, no caminhar, na leveza de cada segundo.
Meu corpo todo se pinta com as cores que nunca vi. de dentro pra fora, de fora pra dentro.
Eu bem queria demonstrar mais a alegria que me toma nestes dias nesta terra.
E dançar com o sabedoria do corpo da Mariana. Mas ao ve-la dançar é como se eu dançasse.
E eu canto, canto mesmo, pra que eu mesma ouça.
Recomeço é todos os dias. E lembro de alguém falando: A palavra só tem força enquanto é escrita, depois ela fica por ali...
A palavra é uma lei sem ninguém pra fazer valer.
Mas como toda lei ela tem mais é de ser descumprida, abalada, reciclada e acompanhar o passar do tempo no frevo do Capiba.
As coisa passam, umas permanecem, não tenho nenhuma vontade de permanência, ou de volta, ou de qualquer juízo de valor.
Eu quero mais é cantar por cem anos:
"Voltei, Recife!
Foi a saudade que me trouxe pelo braço
Quero ver novamente "Vassoura" na rua abafando
Tomar umas e outras e cair no passo
Cadê "Toureiros"? Cadê "Bola de Ouro"?
As "pás", os "lenhadores" O "Bloco Batutas de São José"?
Quero sentir a embriaguez do frevo
Que entra na cabeça depois toma o corpo e acaba no pé"
e depois mais cem anos e assim vou vivendo.
Porque a vida é agora. Por dentro de qualquer confusão que possa lhe tomar.
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
Eh vida...
Roda Viva
Chico Buarque
Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu...
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou...
A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou...
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
Chico Buarque
Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu...
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou...
A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou...
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
sábado, janeiro 31, 2009
zé menezes e simone guimarães
eu tenho de dividir duas grandes alegrias noturnas. Aconteceu ontem a noite.
Cheguei ao Teatro José de Alencar por volta de 18,30h pra assistir ao show do Zé Menezes, 77 anos de música pelo mundo.
Adelson Viana no piano e acordeon, Tarcísio Sardinha -7 cordas, Márcio Resende - sopros e Luisinho Duarte - bateria e pandeiro. E ele, Zé Menezes ao bandolim e apresentando o violão, seu companheiro desde 1933. É! Vcs estão lendo direitinho 1933. Caraaaamba. O filho mais velho, segundo ele mesmo.
Gente, vcs precisam ve-lo de pertinho. Oh delícia! Ritmo, cadência, tudo no lugar certo, se é que é justo que eu diga somente isso. Choro, lamentos, homenagens ao Pixinguinha e muuuitas outras composições desse músico fantástico, sempre abrindo portinhas pro improviso do Adelson, do Márcio, do Sardinha e até do pandeiro do Luisinho Duarte. Tudo escrito, ele regendo, sentadinho, levantando quando a música o tomava num crescendo e um humorista radiante quando pegava o microfone pra falar, he,he,he,he,he,he,
É uma honra poder ouvir o Zé Menezes e ainda bem que ele continua fazendo show. Adelson quase não para de sorrir o tempo inteiro, o Sardinha se deliciando em tocar aquele material. Márcio Resende fazendo uns improvisos que tocava a alma da gente em mais um quinto além da composição em si e Luisinho Duarte segurando a energia do jeito que somente ele sabe fazer.
Oh delícia.....
Sai correndo de lá após a ultima música pra ver o último dia da temporada Simone Guimarães e Isaac Cândido no teatro do SESC Iracema.
Gente, eu me atrevi a escrever isso aqui pra vocês do Brasil todo, porque vocês não podem perder esse cd que está saindo pela Biscoito Fino e também os shows de lançamento que logo acontecerão por aí, pertinho de vocês.
Simone Guimarães completa e totalmente repaginada e feliz, feliz como eu mesma nunca tinha visto antes. O cd e o show são composições do Isaac Cândido e parceiros. O Isaac é músico e compositor cearense da minha geração. Alguns cds lançados quase sempre em dupla com Marcos Dias (O Gilvandro dele, eh,he,he,e)...
Cainã Cavalcante na guitarra, Aquiles na bateria (umas das mais educadas e sofisticadas batidas que já conheci), Miquéias dos Santos no baixo (show+show+show) e Tiago no teclado (conheci ontem, se garante o menino) e Isaac Cândido no violão e voz.
Simone encontrou a alma das canções do Isaac de uma forma que nem eu mesma que cantei algumas delas tinha antes vislumbrado. E o som a toma por inteiro. Ela sorri, dança, conversa aquele carinho dela (que eu também não conhecia), entre as canções e diz várias vezes várias o quanto o Ceará, pelas mãos do Isaac a fez renascer no momento atual de vida, inclusive musical.
Eu fiquei orgulhosa de ver as canções desfilarem direto pra alma do público que lota a casa a 4 sextas feiras e fiquei orgulhosa de ver o Isaac ouvindo, cantando, tocando suas canções tão lindamente.
Fiquei admirada, cativada, virei fã de carteirinha dessa moça Simone Guimarães tão forte, tão frágil, tão humana, tão verdadeira a cada som que produz. Eu fiquei feliz, feliz e muuuuito feliz e espero que vcs não percam este show por onde ele puder passar. Nem o cd.
Uma delícia à parte dentro do show foi a presença do Evaldo Gouveia. Evaldo conhece bem o Isaac aqui no ceará em suas andanças, ele ama a música que se faz no Ceará e sempre que sobre ao palco tem um, 3, 4 convidados. Outro dia ele me convidou e eu quase enfarto. Delícia...
mas... conhece a Simone dos tempos que ela passou morando em Brasília. Foi ao show porque viu os dois num programa de TV. Eles agradeceram a presença do Evaldo e o evaldo subiu ao palco e disse assim: Menino, me dá aí um violão, né? A gente tá aqui tão feliz....!!!!!
Eu disse pro Nelson Augusto: ele não sai mais, he,he,he,he, Dito e feito. Foi muuuuuuuuuuuuuuito bom! Mais de meia hora de Evaldo Gouveia com suas canções de todos os tempos e o mais gostoso, a platéia cantando junto. E não tinha muito velhinho por ali não.... tinha muita moçada, o que me deu mais alegria ainda. Cantei mesmo, todas que aprendi ainda criança, com meus irmãos e meus pais. Em seguida, ele chama Myrlla Muniz, cearense radicada em Brasília e a Myrlla ataca um Patativa junto com o Cainã, com direito à Simone improvisando no piano, Isaac improvisando no vocal, que foi muuuito emocionante.
Os dois, Isaac e Simone, com o tempo agulhando os pescoços e corações estiveram primorosos como anfitriões desta noite que eu não esqueço ainda em muito tempo. Só soube desse intermeso depois, conversas de bastidores.
Eu amo me admirar, me surpreender com música bem feita. Com alma na ponta dos dedos e alma na voz... Eu já cheguei nestes dois lugares sabendo esperar o bom e o belo. Mas eu recebi tanto a mais. Tanto. Agradeço tanto à Simone, ao Isaac aos músicos todos que mais uma vez abençoaram a terra. Uma hora de bençãos sem tirar nem põr e Deus ali, feliz da vida.
Como diz Zé Rodrix, tem muita música inédita no Brasil pra ser gravada, ouvida e gostada pelas pessoas. E isso a Simone tá fazendo, nem acredito que como ensinamento, não, ela não quer ensinar nada não. Ela quer ser feliz e está feliz e permanece por muuuito tempo.
Fiquem atentos, viu?
Não percam esta moça. E este rapaz que faz sucesso com propaganda enganosa cantando assim: "Hoje é sábado. É o dia dos bêbados. E das moças católicas. Que vão para a missa rezar pra tentar encontrar algum bêbado. Aquele cara simpático. Quando não está estático. Sentado na mesa de um bar a tentar encontrar algum método. De burlar o estético. De furar o ilógico. E de tentar conquistar uma moça que não sabe nada dos Bêbados. Aqueles caras exóticos. Quem misturam os tópicos. E que promovem o riso que eu sempre tentei mas agora estou Bêbado. Procurando os meus métodos. Misturando os meus tópicos. E tentando enganar os que não sabem nada de nada dos Bêbados."
quinta-feira, janeiro 29, 2009
Pálida
Tavito/Aldir Blanc
Eu andei a vida inteira assim
Cintilando em despedidas
Meu buquê de sempre-vivas
Ou de margaridas num eterno adeus
Sensitiva, crio talismãs
E não perco a alegria
Canto como um passarinho
E, se o ar me falta,
Compenso em paixão
Toda feita de nuances
Morro como as flores dentro de um romance
Pálida, cálida, angelical.
Gosto de brincar, tranço de luar
Mortalhas pro meu aconchego
Pois morrer mais cedo é um jeito de pedir ao medo
Pra me dar sossego
Passa da meia-noite
E eu levitando vou decifrar
O que as constelações
Escrevem na escuridão
Lá do balé da luz
Vejo meu corpo adormecer
Cansada, só volto a mim
Na estrela do amanhecer
Sei que vivo de morrer
Por ter outra idéia na cabeça
De tanto brincar com a sorte
Pode ser que a morte canse e me esqueça.
Tavito/Aldir Blanc
Eu andei a vida inteira assim
Cintilando em despedidas
Meu buquê de sempre-vivas
Ou de margaridas num eterno adeus
Sensitiva, crio talismãs
E não perco a alegria
Canto como um passarinho
E, se o ar me falta,
Compenso em paixão
Toda feita de nuances
Morro como as flores dentro de um romance
Pálida, cálida, angelical.
Gosto de brincar, tranço de luar
Mortalhas pro meu aconchego
Pois morrer mais cedo é um jeito de pedir ao medo
Pra me dar sossego
Passa da meia-noite
E eu levitando vou decifrar
O que as constelações
Escrevem na escuridão
Lá do balé da luz
Vejo meu corpo adormecer
Cansada, só volto a mim
Na estrela do amanhecer
Sei que vivo de morrer
Por ter outra idéia na cabeça
De tanto brincar com a sorte
Pode ser que a morte canse e me esqueça.
terça-feira, dezembro 09, 2008
e agora
uma nuvem passou levando toda a inquietação.
ou será que a nuvem passou e eu enxerguei o sol?
sempre pensei que tudo fosse inatingível. pensava assim pra ter garra, disposição, empenho, energia, paixão pra conseguir chegar lá. Um lá meio horizonte, nunca se alcança mas sempre se chega mais perto e o caminhar já é o ganho.
Sempre acreditei que estar incompleta era necessário para se tentar a completude. lá vem o horizonte novamente.
Hoje, quando o mundo está de cabeça pra baixo eu encontro um título de filme que diz assim: Quando o mundo está de cabeça pra baixo se sinta sempre no topo.
E é justo por isso que escrevo.
O fundo do poço virou o topo do mundo e dá pra enxergar muito assim. Pelo menos até a próxima virada.
Dá pra deixar o exagero que me nasceu sagitariana pra caminhar estando parada com a exata dimensão de que tudo é aqui mesmo, agora, do jeitinho que está.
Eu não sei o que eu negava com tanta força. Não acho mais necessário saber. Sinto uma liberdade que me paralisa.
Tanto que tenho vontade de ficar calada.
Tem uns 3 dias que a ficha caiu, o cartão passou, a eureca acendeu a luz mais forte em cima da cabeça e eu nem sai gritando: Descobri tudo! a partir de hoje não me falta mais nada! Pela primeira vez na vida eu sei que...
Todo o discurso que usei pela vida afora, tão gostoso meu discurso, minhas palavras de descoberta pela primeira vez, não fazem mais o sentido que faziam.
Eu sinto falta desta criança feliz, orgulhosa, talentosa e muito primeiro lugar em tudo que eu sempre fui, talvez por milênios. Mas é uma falta boa, hoje me sinto meio mãe que conseguiu pôr uma criança hiper ativa pra dormir, sem nenhum esforço. apenas porque entendeu a dinâmica do comecinho de tudo. A paciência consigo mesma.
Me lembrei! Quando a Clarissa era bebê e ficava agitada que ninguém dava jeito, eu precisava acalmar o mais profundo da minha alma, sem porques nem talvez e ela se acalmava em seguida.
Hoje minha alma é mãe de família. A família dessa minha alma que tanto viveu, sofreu e foi feliz e é feliz.
A historinha do Rei Leão, o musical que acabei de deixar pelo caminho aconteceu dentro de mim mesma.
E eu já não preciso chorar uma dor ancestral que estava aqui dentro de mim por puro abandono. Eu assumo o meu lugar no ciclo da vida. Sem necessidades tão efêmeras assim e com tudo fazendo um sentido muito calmo.
Sou mestra de mim mesma e apenas isso e isso já é muito trabalho pra mim.
Enquanto meu mundo se cala e dorme o sono justo de uma criança cansada de espernear, eu me faço adulta. Mulher, sábia e compromissada comigo mesma. Só posso e dou suporte à mim. Me sou necessária e ninguém mais me aplaude ou ilumina.
A ninguém quero ou devo passar o bastão de minha luz interior, aquela que me dá brilho aos olhos.
E pela primeira vez em minha própria vida, eu sou bonita pros meus próprios olhos, sem o olhar externo de seu ninguém.
Estou de pazes feitas com a eternidade que eu tanto vislumbrei, exultei, namorei e não quis tão próxima.
O passado não me quer mal e não o quero mais tão perto como um fantasma estarrecido, querendo meu perdão.
O perdão banha tudo com água bem quente e a vida não se faz morna. A vida é fria, gelada, com brisa suave, com calor infernal, a vida é assim esta, do jeito que está. Cada dia mais normal que o outro e eu encantando a mim e a todos não mais por necessidade, mas apenas por sintonia. Por plenitude.
Eu aceito que sou eu quem fiz, faço e farei. Eu aceito, admito e realizo até que muito próximo, hoje mesmo eu estou satisfeita.
É isso. Não sei descrever o que aconteceu. Eu sou assim. E gosto de mim.
E sei que esta criança que eu sou e hoje dorme na hora certa pode acordar preu poder ter o frescor que sempre tive, na medida do necessário.
Agradeço a você por estar aqui me dando a mão quando é preciso. A você e ao mundo sutil onde os amigos estão sempre atentos e eficientes.
continuo a viver por pura confiança. O céu é esse que tá aqui por dentro e eu continuo querendo mais. Claro. Nasci assim sagitariana, aquariana, teimosa e muito confiável, he,he,he,he,he,
É isso!!!!
ou será que a nuvem passou e eu enxerguei o sol?
sempre pensei que tudo fosse inatingível. pensava assim pra ter garra, disposição, empenho, energia, paixão pra conseguir chegar lá. Um lá meio horizonte, nunca se alcança mas sempre se chega mais perto e o caminhar já é o ganho.
Sempre acreditei que estar incompleta era necessário para se tentar a completude. lá vem o horizonte novamente.
Hoje, quando o mundo está de cabeça pra baixo eu encontro um título de filme que diz assim: Quando o mundo está de cabeça pra baixo se sinta sempre no topo.
E é justo por isso que escrevo.
O fundo do poço virou o topo do mundo e dá pra enxergar muito assim. Pelo menos até a próxima virada.
Dá pra deixar o exagero que me nasceu sagitariana pra caminhar estando parada com a exata dimensão de que tudo é aqui mesmo, agora, do jeitinho que está.
Eu não sei o que eu negava com tanta força. Não acho mais necessário saber. Sinto uma liberdade que me paralisa.
Tanto que tenho vontade de ficar calada.
Tem uns 3 dias que a ficha caiu, o cartão passou, a eureca acendeu a luz mais forte em cima da cabeça e eu nem sai gritando: Descobri tudo! a partir de hoje não me falta mais nada! Pela primeira vez na vida eu sei que...
Todo o discurso que usei pela vida afora, tão gostoso meu discurso, minhas palavras de descoberta pela primeira vez, não fazem mais o sentido que faziam.
Eu sinto falta desta criança feliz, orgulhosa, talentosa e muito primeiro lugar em tudo que eu sempre fui, talvez por milênios. Mas é uma falta boa, hoje me sinto meio mãe que conseguiu pôr uma criança hiper ativa pra dormir, sem nenhum esforço. apenas porque entendeu a dinâmica do comecinho de tudo. A paciência consigo mesma.
Me lembrei! Quando a Clarissa era bebê e ficava agitada que ninguém dava jeito, eu precisava acalmar o mais profundo da minha alma, sem porques nem talvez e ela se acalmava em seguida.
Hoje minha alma é mãe de família. A família dessa minha alma que tanto viveu, sofreu e foi feliz e é feliz.
A historinha do Rei Leão, o musical que acabei de deixar pelo caminho aconteceu dentro de mim mesma.
E eu já não preciso chorar uma dor ancestral que estava aqui dentro de mim por puro abandono. Eu assumo o meu lugar no ciclo da vida. Sem necessidades tão efêmeras assim e com tudo fazendo um sentido muito calmo.
Sou mestra de mim mesma e apenas isso e isso já é muito trabalho pra mim.
Enquanto meu mundo se cala e dorme o sono justo de uma criança cansada de espernear, eu me faço adulta. Mulher, sábia e compromissada comigo mesma. Só posso e dou suporte à mim. Me sou necessária e ninguém mais me aplaude ou ilumina.
A ninguém quero ou devo passar o bastão de minha luz interior, aquela que me dá brilho aos olhos.
E pela primeira vez em minha própria vida, eu sou bonita pros meus próprios olhos, sem o olhar externo de seu ninguém.
Estou de pazes feitas com a eternidade que eu tanto vislumbrei, exultei, namorei e não quis tão próxima.
O passado não me quer mal e não o quero mais tão perto como um fantasma estarrecido, querendo meu perdão.
O perdão banha tudo com água bem quente e a vida não se faz morna. A vida é fria, gelada, com brisa suave, com calor infernal, a vida é assim esta, do jeito que está. Cada dia mais normal que o outro e eu encantando a mim e a todos não mais por necessidade, mas apenas por sintonia. Por plenitude.
Eu aceito que sou eu quem fiz, faço e farei. Eu aceito, admito e realizo até que muito próximo, hoje mesmo eu estou satisfeita.
É isso. Não sei descrever o que aconteceu. Eu sou assim. E gosto de mim.
E sei que esta criança que eu sou e hoje dorme na hora certa pode acordar preu poder ter o frescor que sempre tive, na medida do necessário.
Agradeço a você por estar aqui me dando a mão quando é preciso. A você e ao mundo sutil onde os amigos estão sempre atentos e eficientes.
continuo a viver por pura confiança. O céu é esse que tá aqui por dentro e eu continuo querendo mais. Claro. Nasci assim sagitariana, aquariana, teimosa e muito confiável, he,he,he,he,he,
É isso!!!!
enquanto escrevo
tou precisando de mim.
me encontrar definitiva, mesmo que amanha eu seja outra.
odeio algo escondido e passei a vida desvendando mistérios fora e dentro de livros. talvez por ter me escondido tempo demais.
estava meio adormecida ontem quando ouvi um personagem de filme dizendo que não adianta esquecer o passado, esconder coisas e não lembrar mais porque infinitamente voltamos a percorrer a mesma estrada e a cometer os mesmos erros.
essa tristeza, essa vontade de entregar os pontos, essa necessidade de me recolher num hospital psiquiátrico e tomar remédios que entorpeçam a minha mente tem de ter um final.
a calma que tive até hoje por saber que eu estaria ali no final da estrada ou no final do dia pra me dar suporte está quase no final.
uma vez eu escrevi que a minha fé era um grande balão que muitas vezes abarcava o mundo inteiro e de repente ela vira um pequeno e apertado capacete que só dá conta de mim e muito mal...
são poucos estes momentos em que me sinto infinitamente sozinha. e compreendo, sempre compreendi que isso é uma oportunidade de crescimento. uma coisa parecida com um deserto da alma. o Getsêmane de cada um. aquele momento no horto das oliveiras em que Jesus ficou sozinho, cara a cara com a sua opção maior de ser ele mesmo em plenitude.
quem me dera ter a coragem que Jesus teve de ser ele mesmo até as ultimas conseqüências.
é difícil e doído, mas passar por isso é fundamental.
Oh coisa doida ser humano!!
E ainda assim otimista e sorrir.
Sentar no piano e espantar os fantasmas. Espantar a dor interna que não sei onde se esconde. procurar não é mais necessário.
Chega o momento em que o início dessa dor tem de vir ao meu encontro. Eu abraçando a mim mesma, a meus erros passados, as desilusões que custei e justamente com todas as minhas forças custo a admitir. enxergar. redimir.
ah como eu quero alguém que me dê à mão e me ofereça um colo. alguém que receba a ira que trago por dentro das entranhas do espírito a tanto tempo que já virou calo.
Pegue essa ira e leve embora transformada em testemunho de fé.
não nasci pra percorrer os mesmos erros e os mesmos acertos. nasci pra ir além retornando e fazendo jardins de notas musicais pra trás, pra frente, dos lados, em todas as dimensões.
o que eu quero não é o impossível. eu quero a dignidade de saber escolher, sabendo que fui eu mesma quem escolheu e não o pavor de não cometer erros.
eu quero uma verdade bem grande, uma alegria, uma delicadeza, eu quero a utopia do momento da criação, sem o desgaste da separação.
quero sentir a plenitude de não me reconhecer sozinha. porque não estou.
meus laços com o infinito sutil são tão vastos, tão largos, sinto tanto carinho me rodeando agora mesmo.
quero entregar, me entregar, que as coisas prometidas por mim a mim mesma aconteçam.
que o sal de minhas lágrimas seja tempero de minhas conquistas.
amém
me encontrar definitiva, mesmo que amanha eu seja outra.
odeio algo escondido e passei a vida desvendando mistérios fora e dentro de livros. talvez por ter me escondido tempo demais.
estava meio adormecida ontem quando ouvi um personagem de filme dizendo que não adianta esquecer o passado, esconder coisas e não lembrar mais porque infinitamente voltamos a percorrer a mesma estrada e a cometer os mesmos erros.
essa tristeza, essa vontade de entregar os pontos, essa necessidade de me recolher num hospital psiquiátrico e tomar remédios que entorpeçam a minha mente tem de ter um final.
a calma que tive até hoje por saber que eu estaria ali no final da estrada ou no final do dia pra me dar suporte está quase no final.
uma vez eu escrevi que a minha fé era um grande balão que muitas vezes abarcava o mundo inteiro e de repente ela vira um pequeno e apertado capacete que só dá conta de mim e muito mal...
são poucos estes momentos em que me sinto infinitamente sozinha. e compreendo, sempre compreendi que isso é uma oportunidade de crescimento. uma coisa parecida com um deserto da alma. o Getsêmane de cada um. aquele momento no horto das oliveiras em que Jesus ficou sozinho, cara a cara com a sua opção maior de ser ele mesmo em plenitude.
quem me dera ter a coragem que Jesus teve de ser ele mesmo até as ultimas conseqüências.
é difícil e doído, mas passar por isso é fundamental.
Oh coisa doida ser humano!!
E ainda assim otimista e sorrir.
Sentar no piano e espantar os fantasmas. Espantar a dor interna que não sei onde se esconde. procurar não é mais necessário.
Chega o momento em que o início dessa dor tem de vir ao meu encontro. Eu abraçando a mim mesma, a meus erros passados, as desilusões que custei e justamente com todas as minhas forças custo a admitir. enxergar. redimir.
ah como eu quero alguém que me dê à mão e me ofereça um colo. alguém que receba a ira que trago por dentro das entranhas do espírito a tanto tempo que já virou calo.
Pegue essa ira e leve embora transformada em testemunho de fé.
não nasci pra percorrer os mesmos erros e os mesmos acertos. nasci pra ir além retornando e fazendo jardins de notas musicais pra trás, pra frente, dos lados, em todas as dimensões.
o que eu quero não é o impossível. eu quero a dignidade de saber escolher, sabendo que fui eu mesma quem escolheu e não o pavor de não cometer erros.
eu quero uma verdade bem grande, uma alegria, uma delicadeza, eu quero a utopia do momento da criação, sem o desgaste da separação.
quero sentir a plenitude de não me reconhecer sozinha. porque não estou.
meus laços com o infinito sutil são tão vastos, tão largos, sinto tanto carinho me rodeando agora mesmo.
quero entregar, me entregar, que as coisas prometidas por mim a mim mesma aconteçam.
que o sal de minhas lágrimas seja tempero de minhas conquistas.
amém
só de ti
quem se vê não se enxerga.
eu no espelho sou reflexo de uma grande busca.
não existem equívocos. é quase matemática.
tudo interligado em programas já estabelecidos.
se encontro o programa original me fortaleço em desbancar os programas que existem como vírus.
o amor cabe na matemática. o amor é matemático como a música.
somente com carinho e entrega dá pra chegar onde quero.
e onde será isso?
sei que é o contrário da minha ação.
eu involuntário e eu no controle.
existe o "x" da questão.
enquanto me embalo com sons que não são meus eu vislumbro o passado escondido como quem não quer chegar.
mas não há prisão nenhuma além da ilusão.
e não há em mim nada tão escondido assim.
eu posso me ver sob a sua ótica e acreditar no seu caminho de amor.
eu me projeto em você e me protejo. mas pra que proteção? pra que projeção? ela só disfarça a raiva que sinto. uma raiva imensa, ancestral, uma raiva contida pois ninguém é de fato responsável pelo lugar onde me encontro, além de eu mesma.
mas onde sou?
sou justo onde quero.
minha fé que é bem maior e mais antiga que meus problemas conduzem essa longa e exaustiva procura, busca.
Já encontrei. Já sou. Tenho apenas que descansar.
eu no espelho sou reflexo de uma grande busca.
não existem equívocos. é quase matemática.
tudo interligado em programas já estabelecidos.
se encontro o programa original me fortaleço em desbancar os programas que existem como vírus.
o amor cabe na matemática. o amor é matemático como a música.
somente com carinho e entrega dá pra chegar onde quero.
e onde será isso?
sei que é o contrário da minha ação.
eu involuntário e eu no controle.
existe o "x" da questão.
enquanto me embalo com sons que não são meus eu vislumbro o passado escondido como quem não quer chegar.
mas não há prisão nenhuma além da ilusão.
e não há em mim nada tão escondido assim.
eu posso me ver sob a sua ótica e acreditar no seu caminho de amor.
eu me projeto em você e me protejo. mas pra que proteção? pra que projeção? ela só disfarça a raiva que sinto. uma raiva imensa, ancestral, uma raiva contida pois ninguém é de fato responsável pelo lugar onde me encontro, além de eu mesma.
mas onde sou?
sou justo onde quero.
minha fé que é bem maior e mais antiga que meus problemas conduzem essa longa e exaustiva procura, busca.
Já encontrei. Já sou. Tenho apenas que descansar.
acordei assim
sonhei que tudo estava resolvido.
o dia de hoje estava resolvido.
sonhei que tive coragem de me dizer não. sonhei que tive coragem de me dizer sim.
sonhei que largo meu vício para você largar o seu.
a estrada é solitária para quem enxerga com os olhos da matéria.
toda uma rede de amigos estão juntos tentando, pedindo, se esmerando para que eu esteja aqui agora mesmo.
sonhei que meus sonhos são reais e que posso realizar plenamente o impossível.
o impossível pra mim não é a realização externa, profissional, financeira. minha realização é espiritual primeiro. o depois é tudo quanto se pode conseguir neste plano.
hoje me sinto impossibilitada de seguir adiante para desfazer o nó que eu mesma criei tanto tempo atrás.
um calor insuportável, uma impaciência que corta feito faca, uma vontade de desistir e ser medíocre.
desejos que são no mínimo não os meus.
um longo banho pra esquecer a derrota é o que preciso. essa derrota é aparente. a força é muito maior. a vontade é muito maior.
e se eu foco na vontade, nada mais me resta além de seguir adiante e descobrir o mal que me fiz ou a mágoa que escondi para não jogar lama no nome de ninguém.
eu preciso lembrar sempre de mim primeiro. preciso esquecer que existe alguém por quem eu daria a vida. o amor doação, a coisa heróica disfarça eu mesma e meus motivos.
me escondi de mim pra evitar um mal maior. e o mal maior me tomou a vida inteira e tomará outras se eu não achar a chave da porta que nem sei se existe de fato.
quem me dera que eu fosse criança. criança não esconde nada. mas criança esquece. eu não quero ser criança que esqueceu e enterrou bem fundo a sua desventura.
eu quero ser adulto que persegue o infortúnio até anula-lo. apenas pela consciência de que isso deve e tem de ser feito.
eu estou dando voltas ao meu redor. a cabeça no peito, os olhos no próprio umbigo. preciso caminhar, estou já na estrada, mas assim não enxergo nada, não me divirto e essa dor dói demais. eu choro, eu choro, eu choro e não enxergo o começo dessa dor.
e é ela que me prende os músculos, mesmo que a música seja um refresco constante.
a música me aproxima do lugar onde a dor não mais existe.
e é pra lá que eu quero ir. o lugar onde a dor não existe. nenhuma dor.
mas antes eu preciso ficar cara a cara com esta dor que me consome a alma. de mim apenas depende isso. e que seja logo.
é minha oração hoje. que seja logo!
eu quero chegar lá atrás naquele tempo em que algo aconteceu. quero enxergar e vivenciar de novo este algo, aqui de onde estou adulta em mim. e quero perdoar o que deve receber perdão e quero me desligar. entregar a Deus e voltar pra cá, onde a música me livrou de todas as dores.
eu quero chegar aqui e quero que seja logo. pois já cheguei e não enxergo.
o dia de hoje estava resolvido.
sonhei que tive coragem de me dizer não. sonhei que tive coragem de me dizer sim.
sonhei que largo meu vício para você largar o seu.
a estrada é solitária para quem enxerga com os olhos da matéria.
toda uma rede de amigos estão juntos tentando, pedindo, se esmerando para que eu esteja aqui agora mesmo.
sonhei que meus sonhos são reais e que posso realizar plenamente o impossível.
o impossível pra mim não é a realização externa, profissional, financeira. minha realização é espiritual primeiro. o depois é tudo quanto se pode conseguir neste plano.
hoje me sinto impossibilitada de seguir adiante para desfazer o nó que eu mesma criei tanto tempo atrás.
um calor insuportável, uma impaciência que corta feito faca, uma vontade de desistir e ser medíocre.
desejos que são no mínimo não os meus.
um longo banho pra esquecer a derrota é o que preciso. essa derrota é aparente. a força é muito maior. a vontade é muito maior.
e se eu foco na vontade, nada mais me resta além de seguir adiante e descobrir o mal que me fiz ou a mágoa que escondi para não jogar lama no nome de ninguém.
eu preciso lembrar sempre de mim primeiro. preciso esquecer que existe alguém por quem eu daria a vida. o amor doação, a coisa heróica disfarça eu mesma e meus motivos.
me escondi de mim pra evitar um mal maior. e o mal maior me tomou a vida inteira e tomará outras se eu não achar a chave da porta que nem sei se existe de fato.
quem me dera que eu fosse criança. criança não esconde nada. mas criança esquece. eu não quero ser criança que esqueceu e enterrou bem fundo a sua desventura.
eu quero ser adulto que persegue o infortúnio até anula-lo. apenas pela consciência de que isso deve e tem de ser feito.
eu estou dando voltas ao meu redor. a cabeça no peito, os olhos no próprio umbigo. preciso caminhar, estou já na estrada, mas assim não enxergo nada, não me divirto e essa dor dói demais. eu choro, eu choro, eu choro e não enxergo o começo dessa dor.
e é ela que me prende os músculos, mesmo que a música seja um refresco constante.
a música me aproxima do lugar onde a dor não mais existe.
e é pra lá que eu quero ir. o lugar onde a dor não existe. nenhuma dor.
mas antes eu preciso ficar cara a cara com esta dor que me consome a alma. de mim apenas depende isso. e que seja logo.
é minha oração hoje. que seja logo!
eu quero chegar lá atrás naquele tempo em que algo aconteceu. quero enxergar e vivenciar de novo este algo, aqui de onde estou adulta em mim. e quero perdoar o que deve receber perdão e quero me desligar. entregar a Deus e voltar pra cá, onde a música me livrou de todas as dores.
eu quero chegar aqui e quero que seja logo. pois já cheguei e não enxergo.
terça-feira, novembro 25, 2008
escrito em 25/11/08 estava no rascunho...
sonhei que tudo estava resolvido.
o dia de hoje estava resolvido.
sonhei que tive coragem de me dizer não. sonhei que tive coragem de me dizer sim.
sonhei que largo meu vício para você largar o seu.
a estrada é solitária para quem enxerga com os olhos da matéria.
toda uma rede de amigos estão juntos tentando, pedindo, se esmerando para que eu esteja aqui agora mesmo.
o dia de hoje estava resolvido.
sonhei que tive coragem de me dizer não. sonhei que tive coragem de me dizer sim.
sonhei que largo meu vício para você largar o seu.
a estrada é solitária para quem enxerga com os olhos da matéria.
toda uma rede de amigos estão juntos tentando, pedindo, se esmerando para que eu esteja aqui agora mesmo.
sábado, outubro 11, 2008
constat-ação
Alguém no infinito de mim tem uma coerência absurda!
Eu reli hoje esse blog inteiro e também o anterior e um outro que mantenho oculto.
Só eu mesma tenho a capacidade de não me dar a atenção devida.
Tudo quanto escrevo me orienta, discerne, alimenta, coordena, administra, restringe, expande, elogia, prende.
Não há limites pra sabedoria interna quando se está afinado com os acordes do infinito.
Desde muito antes dos blogs existirem eu já escrevia e já não prestava muita atenção.
Mas você me chegou burilando as palavras, com o amor que você mesmo não sabe, não compreende-não toca-não canta-não escuta e tem todo o livre arbítrio de um ser humano para tanto, como ponto final de uma série de atos bem vividos me deixou forte, lúcida e capaz de ouvir. Me lendo.
Tá tudo aqui e ali, bem dentro de mim onde habita a essência que nos liga a todos.
Eu sou muito grata por todos os erros de aparência, por toda insistência de necessidade, por toda uma alegria de descoberta, por tudo quanto me aproximei de mim enquanto buscava você que se busca em mim.
Não sou minha melhor amiga, mas mudados os parâmetros sou minha melhor companhia.
Enquanto eu buscava a paz e a plenitude que todos buscam no amor porque já há toda uma bibliografia existencial farta e pulsante pra servir de guia, displicentemente eu acordo pro amor que não deixa pedra sobre pedra, que nunca descansa sem diverge do principal.
O amor que inquieta e é vento forte.
O amor que só nos carrega de fato quanto não temos penduricalhos, passados nem futuros, quando não estamos presos a nada nem a ninguém.
O vento, esse amor errante e certeiro nos leva quando a missão toca o sinal. As cortinas estão abertas e o espetáculo que nunca parou continua. Com outra direção que parece a mesma, com outros atores que desempenham sempre os mesmos papéis. Todos diferentemente iguais. É um exercício cantar a mesma música anos a fio, pois ela pode emocionar, sempre.
Eu não esqueço minha fala, nem a letra da minha própria canção.
Liberdade é dentro da cabeça. Não sou meu mestre porque nunca estarei pronta. Mas não preciso (ah... como eu glorifico a Deus por isso!!!!!!) enxergar, procurar amor somente para estar contida e ser aceita no meio em que todos sabem justamente que papéis devem desempenhar e não por isso mergulham em si até o ultimo instante para mudar relativa, total e toscamente sua história pessoal.
O amor é! Ação constante! Benigna redundância!
Eu não sou quem eu esperava. Sou muito além e muito aquém. Minha imagem é nítida e fugaz.
Liberdade por dentro da cabeça!
Eu reli hoje esse blog inteiro e também o anterior e um outro que mantenho oculto.
Só eu mesma tenho a capacidade de não me dar a atenção devida.
Tudo quanto escrevo me orienta, discerne, alimenta, coordena, administra, restringe, expande, elogia, prende.
Não há limites pra sabedoria interna quando se está afinado com os acordes do infinito.
Desde muito antes dos blogs existirem eu já escrevia e já não prestava muita atenção.
Mas você me chegou burilando as palavras, com o amor que você mesmo não sabe, não compreende-não toca-não canta-não escuta e tem todo o livre arbítrio de um ser humano para tanto, como ponto final de uma série de atos bem vividos me deixou forte, lúcida e capaz de ouvir. Me lendo.
Tá tudo aqui e ali, bem dentro de mim onde habita a essência que nos liga a todos.
Eu sou muito grata por todos os erros de aparência, por toda insistência de necessidade, por toda uma alegria de descoberta, por tudo quanto me aproximei de mim enquanto buscava você que se busca em mim.
Não sou minha melhor amiga, mas mudados os parâmetros sou minha melhor companhia.
Enquanto eu buscava a paz e a plenitude que todos buscam no amor porque já há toda uma bibliografia existencial farta e pulsante pra servir de guia, displicentemente eu acordo pro amor que não deixa pedra sobre pedra, que nunca descansa sem diverge do principal.
O amor que inquieta e é vento forte.
O amor que só nos carrega de fato quanto não temos penduricalhos, passados nem futuros, quando não estamos presos a nada nem a ninguém.
O vento, esse amor errante e certeiro nos leva quando a missão toca o sinal. As cortinas estão abertas e o espetáculo que nunca parou continua. Com outra direção que parece a mesma, com outros atores que desempenham sempre os mesmos papéis. Todos diferentemente iguais. É um exercício cantar a mesma música anos a fio, pois ela pode emocionar, sempre.
Eu não esqueço minha fala, nem a letra da minha própria canção.
Liberdade é dentro da cabeça. Não sou meu mestre porque nunca estarei pronta. Mas não preciso (ah... como eu glorifico a Deus por isso!!!!!!) enxergar, procurar amor somente para estar contida e ser aceita no meio em que todos sabem justamente que papéis devem desempenhar e não por isso mergulham em si até o ultimo instante para mudar relativa, total e toscamente sua história pessoal.
O amor é! Ação constante! Benigna redundância!
Eu não sou quem eu esperava. Sou muito além e muito aquém. Minha imagem é nítida e fugaz.
Liberdade por dentro da cabeça!
domingo, outubro 05, 2008
When I Fall In Love
Edward Heyman & Victor Young
When I fall in love
It will be forever
Or I’ll never fall in love
In a restless
World like this is
Love is ended before it’s begun
And too many
Moonlight kisses
Seem to cool in the warmth
Of the sun
When I give my heart
It will be completely
Or I’ll never give my heart
And the moment I can feel that
You feel That way too
Is when I fall in love with you
When I fall in love
It will be forever
Or I’ll never fall in love
In a restless
World like this is
Love is ended before it’s begun
And too many
Moonlight kisses
Seem to cool in the warmth
Of the sun
When I give my heart
It will be completely
Or I’ll never give my heart
And the moment I can feel that
You feel That way too
Is when I fall in love with you
sexta-feira, setembro 26, 2008
escrito em 26/09/08 - achei no rascunho...
que dificuldade tão grande essa que eu tenho em admitir minhas lentes multicoloridas.
admitir que vejo a vida com cores que muitas vezes ela não tem.
admitir que as paisagens e os olhos das pessoas são o que eles são e não o que vejo deles.
mas pra que admitir meu Deus? se todos querem as lentes que eu uso?
pra que se os textos são tão mais incompreensíveis assim?
admitir que vejo a vida com cores que muitas vezes ela não tem.
admitir que as paisagens e os olhos das pessoas são o que eles são e não o que vejo deles.
mas pra que admitir meu Deus? se todos querem as lentes que eu uso?
pra que se os textos são tão mais incompreensíveis assim?
terça-feira, setembro 23, 2008
o retorno do encontro no pra sempre
O momento da escrita é igual a vida.
se não aproveito o agora, o próximo som é todo outro. um que talvez eu nunca saiba.
porque a liberdade, se não sei te escolher?
Pra que a linguagem se tu me diz não de todas as formas, das mais bonitas às mais toscas e eu só te escuto três anos depois?
Minhas vontades, desejos e pedidos a Deus voltam e são os mesmos.
Deus! Tira dos meus sonhos novamente aquele homem perfeitamente impuro, aquele cheio de defeitos que viram virtudes em encontro aos meus.
O homem que me queira tanto que endireite todas as veredas, reconstrua todas as pontes e acalme todos os abismos somente por me querer ao alcance das mãos!
E que eu seja para ele o som mais necessário e múltiplo.
E que eu não tenha nada a fazer, constantemente nada a não ser sua. Única e plena.
a vida passou me ensinando que o amor bate a porta quando se queixa.
E bate à porta o retorno do encontro no para sempre. no hoje. no agora. o amanhã ainda não chegou.
"aquieta a tua alma e bendiz a Deus.
o que foi quebrado desnudou a essência.
ninguém desiste do amor. apenas espera.
se tu nunca quiseste um amor somente de letras num papel, não faz nada. nem pedidos, nem vontades, nem desejos.
espera. sente o perfume da tua alma renovada.
quando uma alma se quebra, ela se parte em obediência à Minha Vontade.
se eu sou Teu Deus em quem confias, apenas aguarda.
o que dou é muito. ainda não sentes nem um décimo de prazer.
apenas aguarda, te rogo Eu.
apenas te encanta em silêncio.
crê apenas.
para que consigas receber tudo o que te é devido em paz, plenitude, delícia, aconchego, prazer.
espera. aguarda.
já te bate à porta o retorno do encontro no pra sempre."
amém.
se não aproveito o agora, o próximo som é todo outro. um que talvez eu nunca saiba.
porque a liberdade, se não sei te escolher?
Pra que a linguagem se tu me diz não de todas as formas, das mais bonitas às mais toscas e eu só te escuto três anos depois?
Minhas vontades, desejos e pedidos a Deus voltam e são os mesmos.
Deus! Tira dos meus sonhos novamente aquele homem perfeitamente impuro, aquele cheio de defeitos que viram virtudes em encontro aos meus.
O homem que me queira tanto que endireite todas as veredas, reconstrua todas as pontes e acalme todos os abismos somente por me querer ao alcance das mãos!
E que eu seja para ele o som mais necessário e múltiplo.
E que eu não tenha nada a fazer, constantemente nada a não ser sua. Única e plena.
a vida passou me ensinando que o amor bate a porta quando se queixa.
E bate à porta o retorno do encontro no para sempre. no hoje. no agora. o amanhã ainda não chegou.
"aquieta a tua alma e bendiz a Deus.
o que foi quebrado desnudou a essência.
ninguém desiste do amor. apenas espera.
se tu nunca quiseste um amor somente de letras num papel, não faz nada. nem pedidos, nem vontades, nem desejos.
espera. sente o perfume da tua alma renovada.
quando uma alma se quebra, ela se parte em obediência à Minha Vontade.
se eu sou Teu Deus em quem confias, apenas aguarda.
o que dou é muito. ainda não sentes nem um décimo de prazer.
apenas aguarda, te rogo Eu.
apenas te encanta em silêncio.
crê apenas.
para que consigas receber tudo o que te é devido em paz, plenitude, delícia, aconchego, prazer.
espera. aguarda.
já te bate à porta o retorno do encontro no pra sempre."
amém.
segunda-feira, setembro 22, 2008
é conversando que a gente faz música
sabe esse post ali embaixo?
então... eu estava conversando com a Barbara Rodrix e de repente me veio essa letra, prontinha, redondinha. Mostrei a ela.
Ela musicou. É nossa primeira parceria real e concreta. que máximo!
ficou assim:
quem foi?
barbara rodrix e apá silvino
saiu em todos os jornais
nas rádios e nas tvs
eu não vi porque não quis
não queria nem saber
amor quando acaba parece com a morte de alguém
nas ruas todos se perguntam
como pode alguém sofrer assim?
nunca vou acreditar
que estavam falando de mim
mas amor que é amor não finda
é amor, não ser perde, não acaba e não termina
amor só tende a crescer
é minha opção nesta vida, o amor
você é esperto, gosta de mim
e eu sei que gosta sim
a gente se encontra ali na frente
e sem vergonha a gente se entende
a gente pode ser feliz?
porque amor que é amor não finda
é amor, não se perde, não acaba e não termina
amor só tende a crescer
é minha opção nesta vida, o amor
é minha opção nessa vida
o amor
então... eu estava conversando com a Barbara Rodrix e de repente me veio essa letra, prontinha, redondinha. Mostrei a ela.
Ela musicou. É nossa primeira parceria real e concreta. que máximo!
ficou assim:
quem foi?
barbara rodrix e apá silvino
saiu em todos os jornais
nas rádios e nas tvs
eu não vi porque não quis
não queria nem saber
amor quando acaba parece com a morte de alguém
nas ruas todos se perguntam
como pode alguém sofrer assim?
nunca vou acreditar
que estavam falando de mim
mas amor que é amor não finda
é amor, não ser perde, não acaba e não termina
amor só tende a crescer
é minha opção nesta vida, o amor
você é esperto, gosta de mim
e eu sei que gosta sim
a gente se encontra ali na frente
e sem vergonha a gente se entende
a gente pode ser feliz?
porque amor que é amor não finda
é amor, não se perde, não acaba e não termina
amor só tende a crescer
é minha opção nesta vida, o amor
é minha opção nessa vida
o amor
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