terça-feira, dezembro 09, 2008

e agora

uma nuvem passou levando toda a inquietação.

ou será que a nuvem passou e eu enxerguei o sol?

sempre pensei que tudo fosse inatingível. pensava assim pra ter garra, disposição, empenho, energia, paixão pra conseguir chegar lá. Um lá meio horizonte, nunca se alcança mas sempre se chega mais perto e o caminhar já é o ganho.

Sempre acreditei que estar incompleta era necessário para se tentar a completude. lá vem o horizonte novamente.

Hoje, quando o mundo está de cabeça pra baixo eu encontro um título de filme que diz assim: Quando o mundo está de cabeça pra baixo se sinta sempre no topo.

E é justo por isso que escrevo.

O fundo do poço virou o topo do mundo e dá pra enxergar muito assim. Pelo menos até a próxima virada.

Dá pra deixar o exagero que me nasceu sagitariana pra caminhar estando parada com a exata dimensão de que tudo é aqui mesmo, agora, do jeitinho que está.

Eu não sei o que eu negava com tanta força. Não acho mais necessário saber. Sinto uma liberdade que me paralisa.

Tanto que tenho vontade de ficar calada.

Tem uns 3 dias que a ficha caiu, o cartão passou, a eureca acendeu a luz mais forte em cima da cabeça e eu nem sai gritando: Descobri tudo! a partir de hoje não me falta mais nada! Pela primeira vez na vida eu sei que...

Todo o discurso que usei pela vida afora, tão gostoso meu discurso, minhas palavras de descoberta pela primeira vez, não fazem mais o sentido que faziam.

Eu sinto falta desta criança feliz, orgulhosa, talentosa e muito primeiro lugar em tudo que eu sempre fui, talvez por milênios. Mas é uma falta boa, hoje me sinto meio mãe que conseguiu pôr uma criança hiper ativa pra dormir, sem nenhum esforço. apenas porque entendeu a dinâmica do comecinho de tudo. A paciência consigo mesma.

Me lembrei! Quando a Clarissa era bebê e ficava agitada que ninguém dava jeito, eu precisava acalmar o mais profundo da minha alma, sem porques nem talvez e ela se acalmava em seguida.

Hoje minha alma é mãe de família. A família dessa minha alma que tanto viveu, sofreu e foi feliz e é feliz.

A historinha do Rei Leão, o musical que acabei de deixar pelo caminho aconteceu dentro de mim mesma.

E eu já não preciso chorar uma dor ancestral que estava aqui dentro de mim por puro abandono. Eu assumo o meu lugar no ciclo da vida. Sem necessidades tão efêmeras assim e com tudo fazendo um sentido muito calmo.

Sou mestra de mim mesma e apenas isso e isso já é muito trabalho pra mim.

Enquanto meu mundo se cala e dorme o sono justo de uma criança cansada de espernear, eu me faço adulta. Mulher, sábia e compromissada comigo mesma. Só posso e dou suporte à mim. Me sou necessária e ninguém mais me aplaude ou ilumina.

A ninguém quero ou devo passar o bastão de minha luz interior, aquela que me dá brilho aos olhos.

E pela primeira vez em minha própria vida, eu sou bonita pros meus próprios olhos, sem o olhar externo de seu ninguém.

Estou de pazes feitas com a eternidade que eu tanto vislumbrei, exultei, namorei e não quis tão próxima.

O passado não me quer mal e não o quero mais tão perto como um fantasma estarrecido, querendo meu perdão.

O perdão banha tudo com água bem quente e a vida não se faz morna. A vida é fria, gelada, com brisa suave, com calor infernal, a vida é assim esta, do jeito que está. Cada dia mais normal que o outro e eu encantando a mim e a todos não mais por necessidade, mas apenas por sintonia. Por plenitude.

Eu aceito que sou eu quem fiz, faço e farei. Eu aceito, admito e realizo até que muito próximo, hoje mesmo eu estou satisfeita.

É isso. Não sei descrever o que aconteceu. Eu sou assim. E gosto de mim.

E sei que esta criança que eu sou e hoje dorme na hora certa pode acordar preu poder ter o frescor que sempre tive, na medida do necessário.

Agradeço a você por estar aqui me dando a mão quando é preciso. A você e ao mundo sutil onde os amigos estão sempre atentos e eficientes.

continuo a viver por pura confiança. O céu é esse que tá aqui por dentro e eu continuo querendo mais. Claro. Nasci assim sagitariana, aquariana, teimosa e muito confiável, he,he,he,he,he,

É isso!!!!

enquanto escrevo

tou precisando de mim.

me encontrar definitiva, mesmo que amanha eu seja outra.

odeio algo escondido e passei a vida desvendando mistérios fora e dentro de livros. talvez por ter me escondido tempo demais.

estava meio adormecida ontem quando ouvi um personagem de filme dizendo que não adianta esquecer o passado, esconder coisas e não lembrar mais porque infinitamente voltamos a percorrer a mesma estrada e a cometer os mesmos erros.

essa tristeza, essa vontade de entregar os pontos, essa necessidade de me recolher num hospital psiquiátrico e tomar remédios que entorpeçam a minha mente tem de ter um final.

a calma que tive até hoje por saber que eu estaria ali no final da estrada ou no final do dia pra me dar suporte está quase no final.

uma vez eu escrevi que a minha fé era um grande balão que muitas vezes abarcava o mundo inteiro e de repente ela vira um pequeno e apertado capacete que só dá conta de mim e muito mal...

são poucos estes momentos em que me sinto infinitamente sozinha. e compreendo, sempre compreendi que isso é uma oportunidade de crescimento. uma coisa parecida com um deserto da alma. o Getsêmane de cada um. aquele momento no horto das oliveiras em que Jesus ficou sozinho, cara a cara com a sua opção maior de ser ele mesmo em plenitude.

quem me dera ter a coragem que Jesus teve de ser ele mesmo até as ultimas conseqüências.

é difícil e doído, mas passar por isso é fundamental.

Oh coisa doida ser humano!!

E ainda assim otimista e sorrir.

Sentar no piano e espantar os fantasmas. Espantar a dor interna que não sei onde se esconde. procurar não é mais necessário.

Chega o momento em que o início dessa dor tem de vir ao meu encontro. Eu abraçando a mim mesma, a meus erros passados, as desilusões que custei e justamente com todas as minhas forças custo a admitir. enxergar. redimir.

ah como eu quero alguém que me dê à mão e me ofereça um colo. alguém que receba a ira que trago por dentro das entranhas do espírito a tanto tempo que já virou calo.

Pegue essa ira e leve embora transformada em testemunho de fé.

não nasci pra percorrer os mesmos erros e os mesmos acertos. nasci pra ir além retornando e fazendo jardins de notas musicais pra trás, pra frente, dos lados, em todas as dimensões.

o que eu quero não é o impossível. eu quero a dignidade de saber escolher, sabendo que fui eu mesma quem escolheu e não o pavor de não cometer erros.

eu quero uma verdade bem grande, uma alegria, uma delicadeza, eu quero a utopia do momento da criação, sem o desgaste da separação.

quero sentir a plenitude de não me reconhecer sozinha. porque não estou.

meus laços com o infinito sutil são tão vastos, tão largos, sinto tanto carinho me rodeando agora mesmo.

quero entregar, me entregar, que as coisas prometidas por mim a mim mesma aconteçam.

que o sal de minhas lágrimas seja tempero de minhas conquistas.

amém

só de ti

quem se vê não se enxerga.

eu no espelho sou reflexo de uma grande busca.

não existem equívocos. é quase matemática.

tudo interligado em programas já estabelecidos.

se encontro o programa original me fortaleço em desbancar os programas que existem como vírus.

o amor cabe na matemática. o amor é matemático como a música.

somente com carinho e entrega dá pra chegar onde quero.

e onde será isso?

sei que é o contrário da minha ação.

eu involuntário e eu no controle.

existe o "x" da questão.

enquanto me embalo com sons que não são meus eu vislumbro o passado escondido como quem não quer chegar.

mas não há prisão nenhuma além da ilusão.

e não há em mim nada tão escondido assim.

eu posso me ver sob a sua ótica e acreditar no seu caminho de amor.

eu me projeto em você e me protejo. mas pra que proteção? pra que projeção? ela só disfarça a raiva que sinto. uma raiva imensa, ancestral, uma raiva contida pois ninguém é de fato responsável pelo lugar onde me encontro, além de eu mesma.

mas onde sou?

sou justo onde quero.

minha fé que é bem maior e mais antiga que meus problemas conduzem essa longa e exaustiva procura, busca.

Já encontrei. Já sou. Tenho apenas que descansar.

acordei assim

sonhei que tudo estava resolvido.

o dia de hoje estava resolvido.

sonhei que tive coragem de me dizer não. sonhei que tive coragem de me dizer sim.

sonhei que largo meu vício para você largar o seu.

a estrada é solitária para quem enxerga com os olhos da matéria.

toda uma rede de amigos estão juntos tentando, pedindo, se esmerando para que eu esteja aqui agora mesmo.

sonhei que meus sonhos são reais e que posso realizar plenamente o impossível.

o impossível pra mim não é a realização externa, profissional, financeira. minha realização é espiritual primeiro. o depois é tudo quanto se pode conseguir neste plano.

hoje me sinto impossibilitada de seguir adiante para desfazer o nó que eu mesma criei tanto tempo atrás.

um calor insuportável, uma impaciência que corta feito faca, uma vontade de desistir e ser medíocre.

desejos que são no mínimo não os meus.

um longo banho pra esquecer a derrota é o que preciso. essa derrota é aparente. a força é muito maior. a vontade é muito maior.

e se eu foco na vontade, nada mais me resta além de seguir adiante e descobrir o mal que me fiz ou a mágoa que escondi para não jogar lama no nome de ninguém.

eu preciso lembrar sempre de mim primeiro. preciso esquecer que existe alguém por quem eu daria a vida. o amor doação, a coisa heróica disfarça eu mesma e meus motivos.

me escondi de mim pra evitar um mal maior. e o mal maior me tomou a vida inteira e tomará outras se eu não achar a chave da porta que nem sei se existe de fato.

quem me dera que eu fosse criança. criança não esconde nada. mas criança esquece. eu não quero ser criança que esqueceu e enterrou bem fundo a sua desventura.

eu quero ser adulto que persegue o infortúnio até anula-lo. apenas pela consciência de que isso deve e tem de ser feito.

eu estou dando voltas ao meu redor. a cabeça no peito, os olhos no próprio umbigo. preciso caminhar, estou já na estrada, mas assim não enxergo nada, não me divirto e essa dor dói demais. eu choro, eu choro, eu choro e não enxergo o começo dessa dor.

e é ela que me prende os músculos, mesmo que a música seja um refresco constante.

a música me aproxima do lugar onde a dor não mais existe.

e é pra lá que eu quero ir. o lugar onde a dor não existe. nenhuma dor.

mas antes eu preciso ficar cara a cara com esta dor que me consome a alma. de mim apenas depende isso. e que seja logo.

é minha oração hoje. que seja logo!

eu quero chegar lá atrás naquele tempo em que algo aconteceu. quero enxergar e vivenciar de novo este algo, aqui de onde estou adulta em mim. e quero perdoar o que deve receber perdão e quero me desligar. entregar a Deus e voltar pra cá, onde a música me livrou de todas as dores.

eu quero chegar aqui e quero que seja logo. pois já cheguei e não enxergo.

terça-feira, novembro 25, 2008

escrito em 25/11/08 estava no rascunho...

sonhei que tudo estava resolvido.

o dia de hoje estava resolvido.

sonhei que tive coragem de me dizer não. sonhei que tive coragem de me dizer sim.

sonhei que largo meu vício para você largar o seu.

a estrada é solitária para quem enxerga com os olhos da matéria.

toda uma rede de amigos estão juntos tentando, pedindo, se esmerando para que eu esteja aqui agora mesmo.

sábado, outubro 11, 2008

constat-ação

Alguém no infinito de mim tem uma coerência absurda!

Eu reli hoje esse blog inteiro e também o anterior e um outro que mantenho oculto.

Só eu mesma tenho a capacidade de não me dar a atenção devida.

Tudo quanto escrevo me orienta, discerne, alimenta, coordena, administra, restringe, expande, elogia, prende.

Não há limites pra sabedoria interna quando se está afinado com os acordes do infinito.

Desde muito antes dos blogs existirem eu já escrevia e já não prestava muita atenção.

Mas você me chegou burilando as palavras, com o amor que você mesmo não sabe, não compreende-não toca-não canta-não escuta e tem todo o livre arbítrio de um ser humano para tanto, como ponto final de uma série de atos bem vividos me deixou forte, lúcida e capaz de ouvir. Me lendo.

Tá tudo aqui e ali, bem dentro de mim onde habita a essência que nos liga a todos.

Eu sou muito grata por todos os erros de aparência, por toda insistência de necessidade, por toda uma alegria de descoberta, por tudo quanto me aproximei de mim enquanto buscava você que se busca em mim.

Não sou minha melhor amiga, mas mudados os parâmetros sou minha melhor companhia.

Enquanto eu buscava a paz e a plenitude que todos buscam no amor porque já há toda uma bibliografia existencial farta e pulsante pra servir de guia, displicentemente eu acordo pro amor que não deixa pedra sobre pedra, que nunca descansa sem diverge do principal.

O amor que inquieta e é vento forte.

O amor que só nos carrega de fato quanto não temos penduricalhos, passados nem futuros, quando não estamos presos a nada nem a ninguém.

O vento, esse amor errante e certeiro nos leva quando a missão toca o sinal. As cortinas estão abertas e o espetáculo que nunca parou continua. Com outra direção que parece a mesma, com outros atores que desempenham sempre os mesmos papéis. Todos diferentemente iguais. É um exercício cantar a mesma música anos a fio, pois ela pode emocionar, sempre.

Eu não esqueço minha fala, nem a letra da minha própria canção.

Liberdade é dentro da cabeça. Não sou meu mestre porque nunca estarei pronta. Mas não preciso (ah... como eu glorifico a Deus por isso!!!!!!) enxergar, procurar amor somente para estar contida e ser aceita no meio em que todos sabem justamente que papéis devem desempenhar e não por isso mergulham em si até o ultimo instante para mudar relativa, total e toscamente sua história pessoal.

O amor é! Ação constante! Benigna redundância!

Eu não sou quem eu esperava. Sou muito além e muito aquém. Minha imagem é nítida e fugaz.

Liberdade por dentro da cabeça!

domingo, outubro 05, 2008

When I Fall In Love

Edward Heyman & Victor Young

When I fall in love
It will be forever
Or I’ll never fall in love

In a restless
World like this is
Love is ended before it’s begun
And too many
Moonlight kisses
Seem to cool in the warmth
Of the sun

When I give my heart
It will be completely
Or I’ll never give my heart

And the moment I can feel that
You feel That way too

Is when I fall in love with you

sexta-feira, setembro 26, 2008

escrito em 26/09/08 - achei no rascunho...

que dificuldade tão grande essa que eu tenho em admitir minhas lentes multicoloridas.

admitir que vejo a vida com cores que muitas vezes ela não tem.

admitir que as paisagens e os olhos das pessoas são o que eles são e não o que vejo deles.

mas pra que admitir meu Deus? se todos querem as lentes que eu uso?

pra que se os textos são tão mais incompreensíveis assim?

terça-feira, setembro 23, 2008

o retorno do encontro no pra sempre

O momento da escrita é igual a vida.
se não aproveito o agora, o próximo som é todo outro. um que talvez eu nunca saiba.
porque a liberdade, se não sei te escolher?
Pra que a linguagem se tu me diz não de todas as formas, das mais bonitas às mais toscas e eu só te escuto três anos depois?
Minhas vontades, desejos e pedidos a Deus voltam e são os mesmos.
Deus! Tira dos meus sonhos novamente aquele homem perfeitamente impuro, aquele cheio de defeitos que viram virtudes em encontro aos meus.
O homem que me queira tanto que endireite todas as veredas, reconstrua todas as pontes e acalme todos os abismos somente por me querer ao alcance das mãos!
E que eu seja para ele o som mais necessário e múltiplo.
E que eu não tenha nada a fazer, constantemente nada a não ser sua. Única e plena.
a vida passou me ensinando que o amor bate a porta quando se queixa.
E bate à porta o retorno do encontro no para sempre. no hoje. no agora. o amanhã ainda não chegou.

"aquieta a tua alma e bendiz a Deus.
o que foi quebrado desnudou a essência.
ninguém desiste do amor. apenas espera.
se tu nunca quiseste um amor somente de letras num papel, não faz nada. nem pedidos, nem vontades, nem desejos.
espera. sente o perfume da tua alma renovada.
quando uma alma se quebra, ela se parte em obediência à Minha Vontade.
se eu sou Teu Deus em quem confias, apenas aguarda.
o que dou é muito. ainda não sentes nem um décimo de prazer.
apenas aguarda, te rogo Eu.
apenas te encanta em silêncio.
crê apenas.
para que consigas receber tudo o que te é devido em paz, plenitude, delícia, aconchego, prazer.
espera. aguarda.
já te bate à porta o retorno do encontro no pra sempre."

amém.

segunda-feira, setembro 22, 2008

é conversando que a gente faz música

sabe esse post ali embaixo?

então... eu estava conversando com a Barbara Rodrix e de repente me veio essa letra, prontinha, redondinha. Mostrei a ela.

Ela musicou. É nossa primeira parceria real e concreta. que máximo!

ficou assim:


quem foi?

barbara rodrix e apá silvino

saiu em todos os jornais
nas rádios e nas tvs
eu não vi porque não quis
não queria nem saber

amor quando acaba parece com a morte de alguém

nas ruas todos se perguntam
como pode alguém sofrer assim?
nunca vou acreditar
que estavam falando de mim

mas amor que é amor não finda
é amor, não ser perde, não acaba e não termina
amor só tende a crescer
é minha opção nesta vida, o amor

você é esperto, gosta de mim
e eu sei que gosta sim
a gente se encontra ali na frente
e sem vergonha a gente se entende
a gente pode ser feliz?

porque amor que é amor não finda
é amor, não se perde, não acaba e não termina
amor só tende a crescer
é minha opção nesta vida, o amor

é minha opção nessa vida
o amor

domingo, setembro 21, 2008

morreu alguém? quem foi?

saiu em todos os jornais
nas rádios e nas tvs
eu não vi porque não quis
nas esquinas todo mundo comentava
coitadinha dela, como sofre essa pessoa

nunca acreditei que era comigo
nem nunca vou acreditar
amor quando acaba parece com a morte de alguém

mas amor que é amor não finda
é amor, não se perde, não acaba e não diminue
amor só tende a crescer
é minha opção nesta vida, o amor

você é esperto, gosta de mim o quanto eu sei que gosta,
mais na frente um pouco a gente se encontra
sem constrangimento, sem vergonha e sem falta de perdão

porque amor que é amor não finda
é amor, não se perde, não acaba e não diminue
amor só tende a crescer
é minha opção nesta vida, o amor

sábado, setembro 20, 2008

pra Cilene

Tomei um susto quando cheguei hoje na tela da m-musica e o Tato te desejou feliz aniversário.

Oh minha amiga querida!

Você com seu sorriso, sua proximidade, sua coragem, sua criatividade, seu bom gosto, sua vontade de vida maior que tudo só fazendo alegria, faz niver hoje.

Você me deu presentes com suas visitas, seu carinho, sua carinha contente, seu amor pela música.

Ai Cilene, que vontade de conversar com você, saber de você, porque saber da gente aqui, você sabe, eu sei que você ilumina a gente e derrama carinho, velando por nós.

Amiga, as estrelas são as velinhas que Deus torna mais brilhantes pra você hoje. Sopra bem forte a tua gargalhada que eu escuto mais tarde em sonho.

E vela por mim, vela por quem te ama até mais que eu. E escuta minha música, preu poder cantar mais.

Eu canto um acalanto pra ti.

Beijo minha fadinha!

apá

quarta-feira, setembro 17, 2008

Tão estranho...

A gente nunca sabe a nossa dimensão dentro do sonho do outro.

Mais estranho é não importar mais o tamanho do outro dentro do nosso próprio sonho.

Tão estranho quanto os sonhos de outros ainda, na tela da TV.

Bem menos estranha é minha realidade.

Deito pra sonhar e não estou cansada o bastante.

Pra dormir e sonhar, descansar, devo abstrair e esquecer meus sonhos, desejos, o dia de hoje.

Ninguém além de mim sente o palpitar do coração. do meu.

O seu é só lembrança.

Lembrar também me tira o sono.

Se eu quero dormir e sonhar, tenho de ter espaços bem definidos, arejados e arrumados dentro e fora de mim.

Como não tenho tido as conversas que só tenho com você, antes de dormir o sonho foge por labirintos, mesmo que eu tenha já me cansado deles.

Sinto saudade de você no corpo, cabeça e coração.

Bastava dizer isso desde o início mas é tão bom escrever!

Me ajuda a lhe ter próximo, descansar e dormir. pra sonhar.

Não é do passado que tenho saudade.

É do futuro!

segunda-feira, setembro 15, 2008

eu vou falar porque só tem a gente aqui:

é muito chato esperar a decisão do outro pra poder ser feliz.

além do que é impossível.

então decido agora. todos os meus sonhos são reais. mesmo aquele que depende de você aí sentado atrás desta mesa de ministério.

se é vc quem decide minha vida. a decisão não é mais sua é minha. eu decido que vc libere e vc se libere e todas as outras situações que tenho esperado sejam liberadas agora mesmo.

pronto. tá feito e o efeito é de asa de borboleta.

simples assim. não tenho mais nenhum pudor de esperar o melhor porque o destino já está traçado. se você não quer eu quero por você. se você não vê eu já vi por você.

e embarcamos todos nesta viagem espacial mais especial que a voz de alguém gravado pra sempre no coração de um outro.

está feito.

tentei dormir. tentei esperar como quem espera uma gestação. não nasci pra isso.

nas minhas entranhas rola o DNA daqueles que nascem pra sorrir. uma diversão toda maior que o kilate do ouro das minas geraes, lá dos tempos em que o Brasil era todo por explorar.

eu não sou mais mata virgem. nem terra a espera de colono. eu sou a dona de minha própria matriz e ninguém foi dono de mim antes, no meu solo não tem sangue derramado nem muita energia de horror pra servir de carma ruim.

é tudo na paz. no bem. na alegria. carnaval sem data de término.

estrada percorrida cada segundo de cada vez acontecendo começo, meio e fim agora mesmo.

não tomei um ácido e só um sonho igual ao meu pode dar uma viagem assim.

tudo feito. tudo dito. decidido.

ai que alegria!!!!!!

eu só vou te dizer porque estamos nós dois nessa telinha.

nossa relação é uma só. é feliz!

pode ir!

terça-feira, agosto 26, 2008

e nós? somos arte

não é por vontade e pode até ser

não é por meta e até pode ser

eu admito

todo e qualquer amor não tem um porque, um senão, um retrato, um espelho

chegar aqui levou tempo

por vontade, por meta

admito

canto e sinto um poder de bomba atômica me cravar inteira

o único toque, meus dedos no piano

e jamais estou só

Deus, universo, dimensões

vastidão de passado e futuro se cruzam no momento, em mim

feliz? como não ser?

não por vontade e pode até ser

não por meta e até pode ser

existir é existir

momentos, pessoas, canção, arte, vida

o que tem de ser é.

verbo e poder

ainda preciso admitir não ser por vontade, ou meta

eu sou, você é

somos arte

sábado, agosto 23, 2008

chega o dia, sempre chega, em que a gente não quer nada.

não por já ter tudo.

apenas porque temos o necessário.

nem perto, nem longe.

até que eu descubra coisas novas sou muito feliz com o que tenho.

paz no passado, conselhos no presente, feliz no futuro.

Nada quero que já não seja meu.

pois nada tenho.

apenas me conecto e é tudo muito vasto, necessário, preciso.

sexta-feira, agosto 22, 2008

desenlace - francisco silvino

"eu só queria ter você por mais um dia
e quem dera esse dia não tivesse mais fim
eu so queria que você me gostasse
que vc mostrasse um carinho assim
eu só queria desse desenlace
que você voltasse bem juntinho a mim

tem dó, tem dó de mim
lariaê ...."

eu gravei essa canção a mais de 8 anos. hoje ela me amanheceu na lembrança...
nunca pensei em porque gravei, nem pra quem, só senti como se fosse hoje.
hoje ela é tão verdade, tão verdade, que até tive dó de mim, por não ter imaginado um dia a verdade assim... tão doce, tão bonita, e tão doída...

cantei pra você. faço bom uso do meu coração!

www.chadel.com.br/apa

tá aí o áudio.

terça-feira, agosto 12, 2008

pérola da internet

Isabel Allende é uma das escritoras que mais admiro, não só por seus livros, mas também por seu humor, sua trajetória de vida e sua força diante de dramas inesperados, como a morte prematura de sua filha Paula, 28 anos, que acabou lhe inspirando um romance biográfico emocionante.
Hoje Isabel vive feliz em Salsalito, Califórnia, com seu segundo marido. Lendo uma entrevista que ela deu pra Playboy, ri muito com suas declarações e uma delas me pareceu um verdadeiro achado:
As mulheres gostam que lhes digam palavras de amor. O ponto G está nos ouvidos. inútil procura-lo em outro lugar.
Ah, o ponto G, este paraíso secreto que leva o homem a explorações minuciosas. Tanto trabalho por nada. Não temos um ponto G, mas dois, um em cada lateral da cabeça. E não é preciso tirar nossa roupa pra nos deixar em extase.
Falem rapazes, digam tudo o que sentem por nós, assim, assim, isso...
Concordo com a autora da "casa dos espíritos".O melhor afrodisíaco é a declaração de amor.
Nâo aquelas mecânicas, faladas no piloto automático, mas as verdadeiras, sentidas, aquelas que os homens imaginam que basta serem ditas com o olhar e com as mãos. Ou ditas no silêncio. Nós fazemos questão de escutar também com a voz.
Como eu gosto de estar com você... esqueço do tempo ao seu lado, que horas são? que me esperem, não consigo desgrudar de você, amor!
Caetano vendeu milhões quando cantou: "porque você me deixa tão solto, porque vc não cola em mim?"
As feministas mais ortodoxas devem estar bufando. Tanta coisa pra se exigir de um homem: mais espaço na política, mais ajuda em casa, salários iguais e nada de gracinhas nos escritórios, e vem essa daí clamar por palavras!...
Pois esta daqui acha tão interessante a idéia de igualdade entre os sexos que adoraria ve-los soltar o verbo como nós fazemos, expressar os sentimentos sem medo de ser piegas, afirmar e reafirmar diariamente como a gente é importante pra eles e que saudade estavam do perfume dos nossos cabelos.
Clichê em último grau, reconheço, mas quem quer ser moderna nesta hora?
Tudo que se reivindica é o desbloqueio emocional masculino, os hormônios das mulheres saberão como agradecer.

martha medeiros


sexta-feira, agosto 08, 2008

teimosia

se um passarinho viesse me contar eu não acreditava
se meu cachorro ganisse preu ouvir, eu não entenderia
minha filha me gritando no ouvido e eu parei
mas ainda não era fé
a vida briga com a gente porque a gente briga com a vida

e desse rala-e-rola sai algo, alguém que desconheço
mas que me é muito bem parecida

alguém que me lembra alguém que um dia imaginei

o passarinho pode ser passarinho
meu cachorro deixar de ser analista
minha filha segue sem ser minha mãe

eu não quero escutar, nem entender
eu só quero parar um segundo e ser feliz pra sempre

sabendo mesmo que ninguém é feliz sozinho
e eu não sou ninguém